Rebaixar o carro: 6 razões para levar em conta



Você consegue recordar quando essa prática de rebaixar o carro se tornou popular? Por volta do início dos anos 2000, ao ser lançado o primeiro filme do “Velozes e Furiosos”, podemos dizer que os amantes da personalização automotiva (ou tuning) ficaram ainda mais inspirados com esse assunto! 

Afinal, o filme foi um sucesso de bilheteria e se tornou uma das franquias mais esperadas ao longo dos anos. Lotando as salas de cinema e trazendo novidades para quem já curtia os filmes de ação.

Além da questão estética, é muito comum que os motoristas que rebaixam o carro busquem melhoria do desempenho do automóvel. Mas é preciso cuidado ao intervir tanto na altura dos amortecedores e molas para baixar o centro de gravidade.

Evidente que os veículos são cuidadosamente projetados por uma equipe de engenheiros, visando o melhor desempenho possível, de acordo com a proposta original. 

Entretanto, é preciso respeitar os parâmetros de qualidade e segurança exigidos pelo Inmetro. Inclusive é preciso que, após o rebaixamento veicular, seja feita a regularização desse novo automóvel, agora que está com um novo visual.

Todavia, rebaixar o carro pode causar falhas mecânicas devido a má qualidade das estradas, entre outros motivos. Por isso, a RB Multimarcas separou neste artigo as considerações importantes para levar em conta antes de rebaixar o carro.

Confira abaixo as pontuações em relação a essas problemáticas e decida por si mesmo qual a melhor escolha a se tomar diante disso.

Veja abaixo 6 motivos para não rebaixar o carro

1. Desgaste precoce da suspensão 

Ao rebaixar o carro, é comum que apareçam problemas de alinhamento, pois devido a alteração, a suspensão “mais dura” absorve com maior intensidade os impactos. Essa questão torna-se ainda mais preocupante devido a má qualidade das estradas brasileiras no geral.

Por conta disso, a intervenção pode diminuir a vida útil de diversas peças do seu veículo, em razão do carro rebaixado.

2. Má qualidade do rebaixamento

Muitas vezes o problema em rebaixar o carro está na forma como é feito o serviço. Pois muitos deles não atendem aos parâmetros do Inmetro, porque se feito dentro da regularidade, é um trabalho mais caro. Ou seja, há quem faça de qualquer jeito, de forma irregular, simplesmente por custar menos. 

Vale ressaltar que, por se tratar de uma modificação agressiva, muitas seguradoras não aceitam carros com essa alteração. Uma vez que não querem assumir a responsabilidade devido ao grande risco. Mesmo em casos de automóveis devidamente legalizados.

3. Desgaste precoce dos pneus

Fora a suspensão, ao rebaixar o carro, os pneus também são afetados. Pois com essa modificação há uma dificuldade de manter o alinhamento correto do automóvel. 

Vamos pensar no seguinte cenário: você chega a rebaixar o seu carro e, em uma rua qualquer, cai num buraco! Sabe o que pode acontecer? O carro sem alinhamento começa a comer o pneu e a demonstrar, inclusive, outros defeitos.

Ou seja, um simples fator estético, começa a custar mais caro do que imagina e trazer dores de cabeças desnecessárias, que não seriam um problema caso a modificação não fosse feita.

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4. Danos a estrutura da carroceria

Ao rebaixar o carro, além do problema que se cria com o alinhamento do carro, dos pneus, como também os sistemas de exaustão, as colunas, trincas na longarina, trincas no túnel, entre outros. Fora isso, há também a dificuldade que citaremos no próximo tópico!

5. Rebaixar o carro diminui o conforto

Como dito acima, a suspensão “mais dura” absorve mais os impactos. Logo, ao rebaixar o carro, essa estabilidade diminui, o que gera comprometimento do conforto interno.

Com a redução da altura das molas e amortecedores, na hora que o carro passa por qualquer irregularidade do solo, o motorista e passageiros sentem ainda mais esse impacto.

Justamente porque a capacidade de amortecimento foi comprometida. O que faz com que qualquer impacto seja demais, como se fosse uma “batida seca”, sem proteção.

6. Desvalorização na revenda

Em consequência da manutenção mais complexa e suspensão mais sensível, os carros rebaixados acabam por perder parte de seu valor na hora da revenda.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o carro rebaixado de forma correta precisa manter a altura de pelo menos 10 centímetros em relação ao solo. Além disso, é necessário passar por um processo de legalização no DETRAN para regularização do documento.

Então, agora que você já sabe os riscos que estão envolvidos ao rebaixar o carro, poderá tomar uma decisão mais consciente e condizente com aquilo que deseja. Essa informação foi útil para você? 

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